13 de junho de 2014

Brasil oscila e volta a perder para o Irã



Menos de uma semana depois de se encontrarem em São Paulo, Brasil e Irã voltaram a dividir a mesma quadra pela Liga Mundial, desta vez em Teerã. E praticamente pouca coisa mudou em relação aos jogos no Ibirapuera. Novamente, a seleção de Bernardinho ficou devendo voleibol. Resultado: no confronto desta sexta-feira (13), os donos da casa acumularam a segunda vitória consecutiva para cima dos sul-americanos, que se viram em uma situação ainda mais complicada ao perder por 3 sets a 2, com parciais de 18/25, 27/25, 20/25, 25/17 e 15/9. 

Mahmoudi foi o maior carrasco dos brasileiros e marcou 24 pontos, contra 15 de Lucão. Foi a quinta derrota dos eneacampeões, que foram a seis tentos e acabaram alcançados pelos asiáticos, também com seis, mas com duas partidas a menos. Precisando da virada para não ficar fora da Fase Final, o Brasil volta a desafiar o Irã no domingo (15), às 13h30 (de Brasília), na casa dos adversários. Os compromissos fazem parte do Grupo A, liderado até aqui pela Itália, invicta nas seis primeiras rodadas.

Engasgado com a derrota no último encontro, em São Paulo, o Brasil mostrou um voleibol mais competitivo no início do duelo com o Irã. Quem não gostou nada foi Slobodan Kovac, que precisou pedir tempo assim que os visitantes fizeram 13 a 9. Mas a seleção de Bernardinho deu de ombros. Em melhor momento, o sexteto de amarelo usou o ataque pesado de Wallace para se manter à frente. Murilo, que jogou no lugar do lesionado Maurício, também se apresentou bem para ajudar os brasileiros a marcarem 25 a 18. 

Mahmoudi e companhia mostraram não estar nada dispostos a frustrar a barulhenta torcida, que fez uma série de evoluções nas arquibancadas. Com a inspiração de seu camisa 1, o Irã subiu de produção e assumiu o domínio da disputa. Já o Brasil, após o bom primeiro set, não apresentou o mesmo volume de jogo. Também não foi tão bem na linha de frente. Ainda assim, a turma de Bruninho chegou à reta final em condições iguais de vitória, após um erro da arbitragem, que deu ponto favorável aos sul-americanos. Os iranianos não perderam a cabeça e fizeram 1 a 1.  

O Brasil reagiu muito bem ao empate do Irã. Controlando bem o saque dos donos da casa, os comandados de Bernardinho permitiram que Bruninho jogasse com a bola nas mãos. Aí, o levantador fez o que quis. Melhor para Lucão, que foi bastante acionado pelo meio. A equipe de branco teve dificuldades para controlar o melhor momento dos concorrentes e, em nenhum momento, conseguiu ameaçar. Muito menos marcar Wallace, que dividiu com Lucão as principais ações ofensivas para levar o grupo canarinho a 2 a 1.

Se tudo deu certo para o Brasil no terceiro set, o mesmo não aconteceu no quarto. Apoiado por sua barulhenta torcida, o Irã pegou a dianteira desde o início. Na tentativa de reverter a situação, o sexteto de amarelo apostou tudo no saque. O problema foi controlar os erros. O cenário começou a mudar a partir do instante que Rapha, no lugar de Bruninho, se deslocou até o saque. Mas a diferença, que era de três pontos, voltou a subir diante da falta de consistência no ataque. Nem a entrada de Lipe evitou o revés por 25 a 17. 

Empolgado com o empate, o Irã foi para cima do Brasil no tie-break. Para isso, os campeões da Ásia usaram a potência no saque para desestabilizar a linha de passe sul-americana. E deu muito certo. Mário Jr. viveu de altos e baixos, o que comprometeu o jogo brasileiro. Diante da fragilidade, Bernardinho precisou parar a disputa. Também colocou o novato Lucas Lóh para dar mais volume. Em vão. Os mandantes do duelo abriram uma vantagem suficiente para chegar primeiro aos 15 pontos. 

Fonte: Saque Viagem

7 de junho de 2014

Brasil vai mal e toma 3 a 0 do Irã


Dentro da máxima de que "em time que se ganha não se mexe", Bernardinho escalou Leandro Vissotto e Rapha no sexteto titular que iniciou o segundo jogo com o Irã, neste sábado (7), em São Paulo. No dia anterior, a dupla havia sido personagem principal do segundo triunfo da seleção na Fase Interncontinental da Liga Mundial. 

Mas, desta vez, a estrela do oposto e do levantador não brilhou. Muito menos da equipe da casa, que não se encontrou em nenhum dos três sets com os asiáticos, vitoriosos em 25/18, 25/21 e. 25/22 Foi a primeira vitória da história  do Irã sobre o Brasil. Não bastassem os problemas já existentes, a seleção ainda ganhou outro após o compromisso no ginásio do Ibirapuera: Maurício torceu o tornozelo direito e deve ficar três semanas fora das quadras.

Com apenas cinco pontos ganhos dos 18 possíveis, o Brasil agora faz as malas e as despacha para Teerã, onde reencontra os algozes a partir da próxima sexta-feira (13). Murilo e companhia precisam urgentemente dos pontos para seguir com chances de classificação à Fase Final. Já o time de Mahmoudi volta animado para casa, com o peso dos quatro pontos no Grupo A e a terceira colocação. 


Com Rapha e Vissotto, Brasil perde primeiro set
Com exceção de Murilo, a equipe titular do duelo deste sábado foi a mesma que protagonizou a vitória no dia anterior: Rapha, Vissotto, Lucão, Sidão, Maurício, Lucarelli e Mário Jr. O que também não mudou foram os erros de saque dos brasileiros, que cederam muitos pontos no início da parcial (5/8). Mas Lucarelli não fez jus à regra e, com dois bons serviços, ajudou o Brasil a empatar em 9.

Com o bloqueio chegando bem, o Irã abriu antes do segundo tempo obrigatório (13/16). Os donos da casa, então, reagiram, mas, com novas falhas na recepção, permitiram que os visitantes recuperassem a vantagem (16/19). A turma de Vissotto até teve algumas chances de contra-ataque, mas não aproveitou e, já sem foco, viveu momentos de desespero, ainda mais depois da torção do tornozelo direito de Maurício, que saiu de quadra carregado. Já sem forças, o Brasil perdeu por 18 a 25. 

Brasil não se encontra e perde mais um set

O Irã seguiu melhor na segunda parcial, em que manteve o bom ritmo na combinação saque-bloqueio, deixando o Brasil em dificuldades. Sem Maurício, que cedeu lugar a Murilo, o time da casa ainda perdeu no ataque, permitindo que os meninos de vermelho abrissem 6 a 8. Mas, embalado pela barulhenta torcida de São Paulo, Lucão e companhia evoluíram no setor defensivo e foram buscar o empate em 9. O bom momento durou pouco, pois a seleção verde-amarela voltou a ficar atrás quando Sidão errou um ataque e Vissotto foi bloqueado (11/14).

Depois da parada técnica, Bernardinho promoveu a inversão do 5-1, mas as coisas não melhoraram para o Brasil, que seguiu cedendo pontos para os adversários. Sem o saque fazer a parte dele, a equipe da casa correu atrás em toda a disputa, enquanto os iranianos seguraram firmes a liderança, amparados pelos bons ataques de Mahmoudi. Na reta final, Lucão resolveu aparecer e preocupar os iranianos, mas com um erro de saque de Sidão, os meninos de Bernardinho perderam por 21 a 25.  

Irã faz 3 a 0, mesmo com reação brasileira
O treinador brasileiro decidiu manter Bruninho e Wallace no terceiro set, e a opção levantou a torcida, que viu em quadra um time mais disposto na defesa e com ataque potente. Com boa passagem no saque, Lucarelli ajudou o Brasil a segurar a ponta (4/3). O volume de jogo também foi melhor que nas parciais anteriores, e os  sul-americanos seguiram na liderança (8/6). 

Mas os visitantes não desistiram, e, espertos, aproveitaram as chances dadas pelos brasileiros, que emplacaram uma sequência de vacilos e voltaram a ficar atrás (15/18). Depois do pedido de tempo de Bernardinho, os anfitriões recobraram a concentração, mas o time de vermelho não sentiu as ameaças e confirmou o triunfo por 22 a 25, após erro de saque de Lucão.


Fonte: Saque Viagem

6 de junho de 2014

Vissotto decide, e Brasil vence Irã no tie-break


Por causa da manhã de caos em São Paulo, que viveu mais um dia de greve dos metroviários nesta sexta-feira (6), combinado com a chuva fina, o ginásio do Ibirapuera não teve sua capacidade preenchida para Brasil e Irã. Em quadra, a seleção anfitriã também não colaborou para animar quem se aventurou a sair de casa. 

Com problemas desde o passe, o sexteto de amarelo teve muito trabalho para fazer o jogo fluir diante dos asiáticos, apoiados por uma pequena, porém barulhenta torcida. Isso até Leandro Vissotto e Rapha serem convocados por Bernardinho no quarto set para mudar a história da partida, muito mais favorável aos visitantes àquela altura.

Por suados 3 a 2 (25/23, 28/30, 26/28, 25/23 e 15/13), a seleção garantiu o segundo triunfo na Fase Intercontinental da Liga Mundial e foi a cinco pontos no Grupo A, ocupando provisioriamente a segunda colocação. Já neste sábado (7), às 10 horas, os brasileiros e iranianos voltam a ficar frente a frente no palco paulistano. Trata-se do último compromisso dos eneacampeões diante dos fãs.

O Brasil entrou em quadra com uma postura mais agressiva e mais concentrada. Com Wallace em quadra, o time amarelo logo tomou a frente do placar. O setor defensivo demorou um pouco mais a se encontrar, mas logo apareceu para proporcionar bons contra-ataques. 

E, no quesito distribuição de jogadas, Bruninho foi bem e colocou todos os atacantes em cena. O Irã, por sua vez, não desistiu e ousou no saque, colocando os brasileiros em dificuldade na reta final (24/23). Mas Wallace não desperdiçou a chance que teve e fechou em 25 a 23. 

O Irã seguiu forçando no saque na segunda etapa, mas o Brasil manteve a postura e segurou a liderança. Mesmo com alguns vacilos na defesa e nos contra-ataques, a turma de Maurício foi para o primeiro tempo técnico com 8 a 4. Os meninos de branco, por sua vez, não deixaram os brasileiros deslancharem, e seguiram dando trabalho na combinação saque-bloqueio (13/12).

Novamente, nos pontos finais, o jogo ficou emocionante (22/22), uma vez que o Brasil não aproveitou os contra-ataques possibilitados e o Irã manteve a pressão no serviço. E foi depois de um erro de recepção de Maurício que o Brasil perdeu o set, finalizado em 28 a 30. 

O bloqueio do Irã atormentou os brasileiros no início da terceira etapa, o que manteve os visitantes na frente (4/5). Mas Sidão mostrou que também sabe bloquear e, com um toco pelo meio de rede, levou o Brasil ao primeiro tempo obrigatório (8/7). A vantagem aumentou após um ace de Bruninho (11/9), mas a festa durou pouco, pois, sem volume de jogo, a seleção verde-amarela seguiu em dificuldades (16/16).

A situação ficou feia à medida que o Brasil também passou a errar na virada de bola, enquanto os rivais mantiveram o bom ritmo (20/21). A seleção deu a volta por cima com a inversão do 5-1, mas a festa não durou muito, pois, com um saque que bateu na rede, os iranianos fecharam em 26 a 28.

Se a tática de sacar em Maurício estava dando certo, o Irã não quis saber de mudá-la no quarto set. E o ponteiro sofreu para colocar as bolas nas mãos de Bruninho. Para amenizar os problemas no setor, Bernardinho apostou em Murilo na posição assim que os rivais marcaram 5 a 3. Quem gostou foi a torcida, que recepcionou com muitos gritos o camisa 8. Logo depois, Rapha e Vissotto também foram convocados para mudar o ritmo do jogo, todo dominado pelos iranianos.

E deu muito certo. O time virou após uma linda largada de Sidão, que deixou vendida a defesa asiática (13/12). Na base do bloqueio, os visitantes voltaram a incomodar, deixando a partida igual (16/16). Lucão, no entanto, tratou de dar fôlego à equipe na boa passagem pelo saque. A turma de Mahmoudi até cresceu no trecho final, mas não houve tempo de evitar o 25 a 23 dos rivais.

Protagonistas da reação, Murilo, Rapha e Vissotto receberam a missão de jogar o tie-break. Tie-break que começou como um resumo de todo o duelo, com bastante equilíbrio. Mas o oposto, com um torpedo pela saída, fez o grupo de amarelo garantir dois pontos de vantagem (4/2). As jogadas pelo meio, ora com Lucão, ora com Sidão, também foram um bom caminho para os donos da casa. Isso até os iranianos acertarem o braço no saque. A recepção sul-americana sucumbiu e permitiu a virada dos oponentes (7/8).

Para buscar a virada, Rapha se apoiou em Vissotto, que correspondeu bem e marcou a maior parte dos pontos, dando novo alento à seleção. E foi do camisa 6 o tento do empate (13/13). O gigante de 2,12m fez mais. Pela saída, em um ataque cruzado, Vissotto decretou a difícil vitória para os donos da casa, fazendo explodir o Ibirapuera.

Fonte: Saque Viagem

30 de maio de 2014

Brasil decepciona e perde 3º jogo em casa


Acostumado às vitórias em casa na Liga Mundial, o Brasil viveu mais um momento atípico nesta Fase Intercontinental. Em quatro jogos, conheceu o terceiro revés nesta sexta-feira (30), no ginásio Chico Neto, em Maringá (PR). E desta vez não houve a empolgação de Lipe, nem o braço calibrado de Lucarelli para evitar a queda diante da Polônia.

Sem apresentar um grande poder de reação, tampouco um voleibol de encher os olhos, o time verde-amarelo tomou 3 sets a 0, com direito a parciais de 26/24, 28/26 e 25/21. Buszek, com 16 pontos, foi o maior pontuador do confronto. Já Lucarelli foi o grande nome do sexteto da casa, com 13 acertos. 

Desta forma, Brasil e Polônia dividem a segunda posição do Grupo A, com três pontos ganhos. Os sul-americanos, no entanto, têm duas partidas a mais. A partir de agora, a preparação da seleção é em torno do Irã, rival dos próximos dias 6 e 7 em São Paulo. No mesmo fim de semana, os poloneses desafiam a Itália em Bari e Roma.

Saque do Brasil não funciona, e Polônia fatura 1ª parcial
O Brasil apresentou três novidades para o segundo jogo com a Polônia. Um dos protagonistas da primeira vitória na Liga Mundial, Lipe assumiu o lugar de Murilo. Gustavão (Sidão) e Théo (Vissotto) foram os outros convocados por Bernardinho, que viu o grupo responder bem às mudanças e liderar as ações sobre os adversários. 

A partir do 12 a 12, Rapha e Vissotto entraram na inversão do 5-1. Os titulares, no entanto, voltaram na sequência. E foi com eles que o sexteto amarelo colocou 20 a 19 no marcador, obrigando Antiga a pedir tempo. E o treinador da Polônia fez muito bem. Sem problemas para recepcionar o saque rival, a equipe de vermelho e branco se virou melhor no ataque para fazer 26 a 24.

Polônia força no saque e abre 2 a 0

O semblante do Brasil não mudou no segundo set. Mais apático do que o normal, o time da casa viu a Polônia comandar os primeiros pontos a partir de um saque mais agressivo. Com isso, o ataque funcionou melhor, não dando chances a Mário Jr no fundo. Mas a seleção diminuiu a distância assim que Theo, pela saída, colocou no chão o nono ponto (9/11).

Porém, o sexteto de amarelo não soube manter o bom momento. Lipe pagou pela queda de rendimento da equipe e deu lugar a Maurício. Mas foi com Vissotto e Rapha que os donos da casa vislumbraram a virada. Inspirado, o oposto pontuou de tudo que foi lado da quadra, levantando a torcida no Chico Neto. Mas não teve jeito. Agressiva no saque, a Polônia fez 28 a 26. 

Poloneses faturam a vitória

Depois de entrar bem no set anterior, Vissotto foi mantido por Bernardinho no terceiro. Maurício (Lipe) e Rapha (Bruninho) também ajudaram a seleção, que apresentou um voleibol mais competitivo. Junto com os pontos vieram a velha energia brasileira, que contagiou a torcida de Maringá. Nesta atmosfera, a seleção criou gordura.

Mas o elenco europeu, desfalcado novamente de Kurek, não entregou os pontos. E fez mais. Com o braço mais pesado, os comandados de Antiga minaram as ações dos mandantes, que congelaram nos 18 (18/23). E tudo deu tão certo para a Polônia que até saque na fita da rede caiu na quadra sul-americana. Jogando melhor, os poloneses encerraram o jogo com 25 a 21. 

Fonte: Saque Viagem

29 de maio de 2014

Lipe e Lucarelli levam Brasil à 1ª vitória na Liga


O Brasil reagiu bem às derrotas para a Itália na estreia da Liga Mundial. Com o apoio da torcida de Maringá (PR), palco da segunda semana da Fase Intercontinental, a seleção de Bernardinho resistiu à pressão da Polônia para aplicar 3 sets a 0, parciais de 25/23, 29/27 e 25/19, na tarde desta quinta-feira (29). 

O primeiro triunfo dos eneacampeões na edição 2014 contou com a assinatura de Lipe. Saído do banco de reservas, o camisa 12 mudou a cara do time a partir do primeiro set, marcado pelo início devagar dos donos da casa. Na vaga de Murilo, o ponteiro sacou bem e liderou a equipe a uma incrível virada, que culminou com apertados 25 a 23.

Bernardinho resolveu manter o jogador na segunda parcial. Mas, novamente, foi o elenco vermelho e branco que mandou. Porém, a seleção mostrou poder de reação para equilibrar a disputa. E graças ao poder de fogo de Lucarelli, que esteve com a mão pra lá de calibrada. Bruninho teve sensibilidade para perceber o bom momento do camisa 8 e o encheu de bola.

Cenário que se repetiu na terceira parcial. Com a bola nas mãos, o levantador do Brasil buscou Lipe e Lucarelli a cada ação. A dupla correspondeu às expectativas e não desperdiçou as oportunidades. Os poloneses, desfalcados de sua maior estrela, Kurek, não apresentaram o mesmo rendimento e erraram mais do que a média. Assim, não tiveram forças para evitar o revés.

Lucarelli e Lipe foram os principais pontuadores do Brasil, com 16 acertos cada. Já Bociek foi o artilheiro da Polônia e contabilizou 13 acertos. E os atacantes vão ter a chance de acumular mais pontos nesta sexta-feira (29), às 14h45 (de Brasília), quando brasileiros e poloneses voltam a se encontrar no Chico Neto.

Fonte: Saque Viagem

24 de maio de 2014

Zaytsev brilha, e Itália impõe 2º revés ao Brasil


Quando até ponto de manchete se faz, a impressão que dá é que é difícil lutar no dia que parece ser todo deles. Foi este cenário que viveu o Brasil no segundo duelo com a Itália, neste sábado (24), em Jaraguá do Sul (SC). Diante de um Zaytsev pra lá de inspirado, que transformou uma recepção em um de seus 23 pontos, a trupe de Mauro Berruto mais uma vez fez a de Bernardinho fechar a cara ao fim do primeiro final de semana da Liga Mundial.

Por 3 sets a 1 (25/17, 24/26, 25/23 e 25/20), a Azzurra se despediu do País com seis pontos no Grupo A e a liderança absoluta. Os brasileiros, por sua vez, seguiram sem pontuar. Agora, é a hora de fazer as malas e despachá-las para Maringá (PR), cidade que recebe Brasil e Polônia a partir de quinta-feira (29). E é preciso se recuperar para não começar a ver a Fase Final de binóculo. Já a embaladíssima Itália testa a boa fase diante do Irã em casa.

A vontade de apresentar um voleibol mais competitivo, no segundo encontro com a Itália, mexeu com o Brasil, que teve um início de set para esquecer. Foram muitos os erros, em todos os setores, que fizeram o placar fugir das mãos dos donos da casa. Preocupado, Bernardinho queimou dois tempos com 10 a 1 para a Azzurra. Os jogadores entenderam o recado e equilibraram as ações com os europeus a partir da inversão do 5-1, com Rapha e Théo em quadra. A distância, no entanto, era grande demais para qualquer virada.  

Diante da má apresentação do Brasil no set inaugural, Bernardinho fez mudanças no sexteto titular e colocou Maurício (Murilo), Rapha (Bruninho) e Théo (Vissotto). O trio se saiu muito bem e deu outra cara à seleção, que passou a jogar de igual para igual com os italianos. E ficou ainda melhor quando Lucarelli conduziu o time à igualdade de 14. De bola em bola, e com a inversão de 5-1, o sexteto da casa virou para 21 a 20. A reta decisiva foi emocionante e, para a alegria dos locais, terminou com triunfo verde-amarelo.

A temperatura da partida foi mantida nas alturas no terceiro set. Com Théo muito bem pela saída, o Brasil emplacou o empate em 3. A Itália deu de ombros e seguiu em melhor ritmo, liderando os principais pontos. Na reta final da parcial, Bernardinho repetiu a inversão do 5-1 com Bruninho e Vissotto em quadra. E novamente fez um bom efeito, a ponto de obrigar Berruto a pedir tempo (19/19). Um ace de Maurício deixou a torcida ainda mais empolgada (21/20). A Azzurra, porém, se reorganizou para colocar 25 a 23. 

A seleção entrou no quarto set querendo a todo custo levar o clássico para o tie-break. Só assim para fechar a etapa de Jaraguá do Sul com um prejuízo menor. Só faltou combinar com Zaytsev, que até ponto de passe marcou. Iluminado, o principal desafogo de Travica manteve o elenco de azul à frente no placar. Já Théo não teve o mesmo rendimento e desperdiçou chances no ataque. O time também pecou na defesa e no ataque. Assim, nada pôde fazer para evitar mais uma festa italiana no Sul do País.

Fonte: Saque Viagem

23 de maio de 2014

Brasil estreia com pé esquerdo diante da Itália


Como bom menino, o Brasil vestiu uniforme novo em sua estreia na edição 2014 da Liga Mundial. E ele não levou sorte à seleção de Bernardinho, que jogou muito aquém da expectativa no clássico desta sexta-feira (23), com a Itália, em Jaraguá do Sul (SC). Vítima de um saque poderoso, além de um inspirado Zaytsev, o time da casa não teve forças para evitar o revés.

Ao todo, foram quatro sets de disputa, que terminaram com parciais de 25/19, 27/25, 22/25 e 25/21. Kovar se sagrou o maior pontuador, com um total de 20 acertos. Pelo sexteto de amarelo, Vissotto foi o mais perigoso, com 16 tentos. Fora das quatro linhas, o duelo também foi quente e se encerrou com uma breve discussão entre Bernardinho e Mauro Berruto. 

E um novo encontro entre técnicos e jogadores não vai demorar a acontecer. Já neste sábado (24), a partir das 10 horas, Brasil e Itália voltam a ficar frente a frente, no mesmo palco, para encerrar o compromisso do primeiro fim de semana da Liga Mundial. As duas seleções integram o Grupo A, composto também por Polônia e Irã.   

Azzurra larga melhor em Santa Catarina
De uniforme novo, e em um ginásio onde nunca tinha jogado, o Brasil teve um início bastante complicado com a Itália. Dos 5 a 1 para Zaytsev e companhia, a seleção só pontuou por conta do erro adversário. Rendimento que não agradou em nada a Bernardinho, que se viu obrigado a queimar o primeiro tempo antes da parada obrigatória.

O saque da Azzurra, no entanto, seguiu a colocar a linha de recepção do Brasil em grandes dificuldades. Por tabela, o ataque não funcionou. Aflita, a torcida só teve motivos para aplaudir após o grande rali, recheado de defesas de tirar o fôlego. Mas foi o único grande momento do set, ao menos para os brasileiros. Bem superior, a Itália virou de lado com 25 a 19. 

Itália assusta e faz 2 a 0
O 1 a 0 deu ainda mais confiança aos comandados de Berruto, que colocaram mais pontos sobre os brasileiros nas primeiras trocas de bola do segundo set. Isso até Vissotto embalar. Após executar um bom bloqueio, o oposto subiu de rendimento no ataque. A partir daí, o time da casa se soltou e pegou o placar para si (10/7). Berruto não pensou duas vezes e parou o jogo.

A Itália colocou sua máquina de saque para funcionar e complicou novamente a linha de passe do Brasil, que voltou a ter dificuldades para definir os pontos. Mas Lucão, no saque, fez a torcida ter novas esperanças ao colocar duas bolas no chão. Sidão também guardou seu ace na reta final (25/24). A Azzurra, no entanto, teve mais competência para fechar em 27 a 25.

5-1 funciona e Brasil fecha o terceiro set 
Nem o Brasil e nem a torcida catarinense desanimaram com os 2 a 0 da Itália. Com a mesma energia, os locais empurraram a seleção de Bernardinho, que abriu bem o terceiro set. Porém, a Azzurra manteve a cabeça no lugar para tomar à frente. Já Zaytsev, inspirado, calou a torcida verde-amarela a cada ataque.

Depois de conversar com o grupo no tempo, Bernardinho optou por colocar Rapha, Théo e Felipe em quadra. E o trio mudou os rumos da partida. Com o levantador reserva no saque, a seleção conseguiu parar os principais atacantes europeus. Nem Zaytsev furou mais a defensa brasileira. Os donos da casa embalaram de vez e chegaram ao triunfo de 25 a 22.

Visitantes fecham o jogo em 3 a 1
Apesar de terem sido fundamentais na recuperação do Brasil, Rapha e Théo voltaram para o banco no quarto set, enquanto Bruninho e Vissotto reassumiram o posto de titular. Felipe, por sua vez, revezou com Mário Jr. a posição de líbero. O primeiro cuidou da defesa. O segundo, do passe. E a disputa foi equilibrada, sem que nenhuma das duas equipes criasse uma grande vantagem.

Um erro da arbitragem, que não considerou condução de Kovar, fez o placar ficar mais dilatado para os azuis. Jogadores e técnicos reclamaram muito, mas a arbitragem manteve ponto favorável aos europeus. Ao Brasil, custou um cartão amarelo. Já o excesso de erros, sobretudo no saque, custou qualquer reação. A equipe de Berruto agradeceu e cravou 25 a 21.

Fonte: Saque Viagem

14 de maio de 2014

Brasil faz última semana de treinos em Saquarema

Foto: CBV

A poucos dias da estreia na Liga Mundial 2014, a seleção brasileira masculina de vôlei segue em ritmo forte de treinamentos no Centro do Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema (RJ). O grupo comandado pelo técnico Bernardinho está na última semana de preparação antes da viagem para Jaraguá do Sul (SC), onde fará sua estreia na Liga Mundial, primeiro compromisso do ano de 2014. A estreia será no dia 23, contra a Itália, na Arena Jaraguá.

O levantador Bruninho exerce uma liderança importante e que ajuda aos mais jovens. “Sou de motivar o tempo inteiro, com a maior energia possível. Em alguns momentos da partida, teremos dificuldades, então tento ajudar dessa forma. Ser o primeiro a assumir os possíveis erros, como faço, faz com que a situação fique muito mais claras. Eles sabem como eu sou”, disse Bruninho.

Seleção faz amistosos com a França antes da estreia

O Brasil fará a primeira partida da Liga Mundial no dia 23. O primeiro adversário será a Itália e o confronto será na Arena Jaraguá, na cidade de Jaraguá do Sul (SC). A equipe verde e amarela voltará à quadra no dia seguinte, contra o mesmo time, no mesmo local.

Antes da estreia, porém, o técnico Bernardinho terá a chance de avaliar o time em três jogos amistosos com a França, entre sexta (16.05) e domingo (18.05), no Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema.